quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Resumo do trabalho: A Logística Reversa na empresa Nogueira & Padilha Ltda – Meio ambiente e Logística
DESCARTE DE RESÍDUOS HOSPITALARES NO HU
O presente estudo pretende analisar como é realizado o descarte de resíduos farmacêuticos no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Correa Jr., bem como identificar os pontos de melhoria em tal processo. De forma a poder oferecer mais segurança aos funcionários e a população em geral. Afinal, são produzidos diariamente em hospitais uma grande quantidade de resíduos, constituídos de lixo comum (papel, restos de jardim, restos de comida de refeitórios e cozinhas), resíduos infectantes ou de risco biológico (sangue, gaze, curativos, agulhas) e resíduos especiais (químicos, farmacêuticos e radioativos). Portanto, a existência de uma logística que corrobore os objetivos organizacionais e as normas brasileiras de saúde é de suma importância para o correto descarte do lixo hospitalar. Para tanto se abordará oque se trata a logística reversa, os resíduos de saúde, o gerenciamento, plano de Gerenciamento e classificação dos Resíduos, bem como, o descarte segregado e acondicionado dos mesmos e, por fim, oque se descobriu com a pesquisa de campo.
Para se adentrar no assunto faz-se necessário compreender o significado da logística reversa. Os canais de distribuição reversos de pós-consumo são constituídos pelo fluxo reverso de uma parcela de produtos e de materiais constituintes originados no descarte dos produtos, após finalizada sua utilidade original, retornam ao ciclo produtivo de alguma maneira. Distinguem-se três subsistemas reversos: os canais reversos de reuso, de remanufatura e de reciclagem. Observamos também, a possibilidade de uma parcela desses produtos de pós-consumo ser dirigida a sistemas de destinação final seguros ou controlados, que não provocam poluição, ou não seguros, que provocam impactos maiores no meio ambiente. Neste contexto, pode-se então definir logística reversa como sendo o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado.
Os resíduos de saúde, por sua vez, são definidos perante lei. Como a Res. 283 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) de 12 de julho de 2001 define Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) como aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal, os provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados, aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e aqueles provenientes de barreiras sanitárias. Obviamente que, se não forem manipulados adequadamente podem ocasionar acidentes com graves consequências as pessoas e ao meio ambiente.
Fica, portanto, a cargo do responsável legal o gerenciamento dos resíduos de saúde. Os órgãos que geram de resíduos de serviços de saúde, estão obrigados a adotar um Programa de Gerenciamento dos mesmos, o qual constitui em um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas, normativas e legais com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando e proteção dos funcionários, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Já o plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, bem como a proteção à saúde pública. Os resíduos são classificados da seguinte forma: resíduos do grupo A (biológicos), do grupo B (químicos), do grupo C (radioativos), e do grupo D (comuns). Seu descarte deve ser segregado, bem como, seu acondicionamento. Sua separação se dá no local onde são gerados os resíduos devendo ser acondicionados em recipientes próprios. E seu acondicionamento deve ser feito em dispositivos resistentes e impermeáveis, no momento e local de sua geração, à medida que forem gerados, de acordo com a classificação e o estado físico do resíduo.
A pesquisa de campo, no HU, trouxe à tona a grande dificuldade cultural em relação as tentativas de inserir novos procedimentos no hospital. Recentemente foi instituída a separação do lixo perfuro-cortante, mediante treinamento dos funcionários. Entretanto, há inúmeras falhas na separação deste lixo. Outra questão apontada pela pesquisa é a respeito dos procedimentos da enfermaria, onde muitas vezes após a aplicação dos remédios nos pacientes, foram encontradas agulhas pelo chão dos quartos.
Sendo assim, a questão da reciclagem do lixo, no HU, gira em torno de uma reeducação, tanto por parte dos funcionários, como por parte dos pacientes. É preciso criar campanhas para conscientizar toda a população a respeito deste assunto que, tratado com respeito, pode prevenir doenças e preservar o ambiente. Também seria interessante que o hospital realizasse a separação do lixo para reciclagem. Essa separação consiste em separar o lixo em cinco lixeiras: vidro, plástico, papel, metais e lixo comum. Portanto, levando em consideração as presentes colocações, tais medidas trariam melhorias na eficiência do processo logístico, tendo em vista que a logística reversa é fundamental na administração de um hospital isso seria salutar.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A Cadeia de Suprimentos Verde: Impactos Positivos e Retorno Financeiro Garantido
O conceito de "cadeia de suprimentos verde" surgiu nos anos oitenta, junto com uma onda de preocupações e conscientização por parte da humanidade com os impactos negativos causados pelas empresas ao meio ambiente. Desde então, as empresas começaram a visualizar uma vertente comercial dentro dos conceitos de sustentabilidade, ou seja, era possível agregar valor ao produto vendendo este mesmo produto, ou mesmo a empresa, como “sustentável”. Impulsionadas pelo apelo comercial e também pelos eventos e campanhas em prol do meio ambiente, as organizações passaram a tomar ações concretas em direção à sustentabilidade e ao ecologicamente correto.
Sendo assim, muitas praticas e ações principalmente direcionadas às áreas de reciclagem, gestão de sistemas de iluminação e consumo de água inteligente, deram inicio a um movimento predominantemente preocupado com o meio ambiente. Hoje em dia,já se conhecem inúmeras formas de atuar dentro da cadeia de suprimentos de maneira sustentável.
O conceito de "cadeia de suprimentos verde" sugere que, todos os elos da cadeia de suprimento de uma organização, reduzam os impactos ambientais gerados ao longo da cadeia, que vão somando-se até o consumidor final, ou até a questão do descarte do produto, após o uso.
É necessário, portanto, ampliar a visão dos executivos da sua própria companhia para a cadeia total e ajudá-los a entender que é preciso identificar os impactos ambientais e as oportunidades de redução de custos em cada um dos elos para posteriormente propor em conjunto e através das políticas de parcerias já existentes, melhorias de sustentabilidade que trarão benefícios para a imagem comercial das empresas, para qualidade de vida de colaboradores e da comunidade, além de redução de custos e geração de oportunidade de novos negócios para toda a cadeia.
No entanto, no inicio, muitas questões eram levantadas sobre o retorno de possiveis praticas que reduzissem os impactos ambientais causados pelas empresas, tendo em vista que as praticas verdes geravam custos e os retornos eram de dificil mensuração. Sendo assim, é impossível negar a necessidade de investimentos para tornar sustentável cada elo da cadeia, o que deve ser compensado com a redução de custos como o de energia, água, combustível, não pagamento de multas e indenizações entre outros. Inúmeras são as ações que culminarão na redução desses custos.
Portanto, o profissional de logística e de gestão ambiental são de extrema importância na elaboração e implantação de sistemas e processos que culminem na redução desses custos identificando rotas alternativas para transporte rodoviário, apontando alternativas ferroviárias e hidroviárias, atuando em processos de logística reversa, desenvolvendo sistemas de re-uso da água, definindo lay outs que aproveitem a luz natural, implementando programas de reciclagem de materiais, etc.
Vivenciamos hoje a era dos “consumidores verdes”. O consumo sustentável tem sido cada vez mais uma preocupação importante e um quesito em destaque no momento em que o consumidor decide-se por esse ou aquele produto. Por esse motivo muitas empresas têm se preocupado cada vez mais com uma imagem de responsabilidade ambiental frente ao consumidor a fim de agregar valor ao seu produto dentro de um mercado cada vez mais homogêneo em termos de custo e qualidade.
Contudo, identifica-se que a implantação da Cadeia de Suprimentos Verde gera impactos positivos em todos os parceiros através de ganhos na reputação das empresas além de agregar valor aos produtos e criar novas oportunidades de negócios. Concluí-se também que é necessário quase sempre um investimento operacional inicial para a implantação dos processos sustentáveis, mas que a redução de custos é real e permanente, compensando, portanto, os custos iniciais.
É possível prever que na próxima década teremos Cadeias de Suprimentos Verde sólidas e muito bem estruturada e que surgirão mercados secundários e novas tecnologias geradas pela exploração das oportunidades presentes nesse segmento atualmente.
sábado, 26 de novembro de 2011
Logística Reversa em Reciclagem de Vidros de Automóveis
O Instituto Autoglass, criado pelo Grupo Autoglass, foi declarado como utilidade pública pela Câmara Municipal de Vila Velha, no Espírito Santo. O trabalho realizado pelo Instituto ensina a reciclagem de vidros automotivos e a educação sócio ambiental, atuando principalmente em escolas do município.
O processo reverso se dá quando os vidros são recolhidos em empresas parceiras do grupo, tanto de carros, caminhonetes e caminhões. Eles são encaminhados corretamente para empresas de reciclagem, como a Massfix Comércio de Sucatas de Vidro, em Guarulhos. Diante disso, os vidros são moídos e o material resultante passa por peneiras e aspersão para separar o vidro do PVB (material plástico presente no vidro de para-brisa). Dessa forma se obtêm o retorno desses processos com utilidade ao meio social, isto é, ele pode ser novamente utilizado com outra finalidade pela sociedade, uma vez que o vidro moído é usado na fabricação de garrafas para cerveja e o PVB (material plástico presente no vidro de para-brisa) para fabricação de vernizes.
Com sede no município de Vila Velha (ES) e com filiais em quase todo o país, a Autoglass é a única empresa do setor no Brasil que, desde 2005, aplica a logística reversa em todas as suas unidades. Por meio do Programa Reciglass, atualmente recolhe e envia para a reciclagem cerca de 150 toneladas de vidros automotivos por mês.
Salienta-se ainda que de acordo com Leite, (2003, pag. 16-17) o conceito de Logística Reversa ainda está em evolução, porém, a mesma pode ser entendida como:
(...) a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa entre outros.
LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003, 3ª reimpressão 2008.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Pérfuro-cortantes no HU - FURG
No HU esse material é coletado pelas técnicas de enfermagem após a aplicação nos pacientes, e encaminhados para a caixa amarela, localizadas nas unidades do hospital (clinica médica, cirurgica, pediatrica, UTI Neonatal,..). Posteriormente, o serviço de higienização faz o recolhimento desse material e os encaminha para o expurgo, onde a emprese Rio Grande Ambiental faz o recolhimento. Esse material é prensado, autoclavado e encaminhado para o aterro.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Logística reversa da garrafa PET
Com o aumento populacional e do consumo faz com isso as industrias produzem mais, utilizando cada vez mais recursos limitados nos seus processos produtivos, e o destino dos produtos prontos depois de serem consumidos pode ser a resposta para reduzir custos e colaborar para um planeta mais sustentável. Hoje em dia temos a tecnologia necessária para fazer a reciclagem da garrafa PET e transformar em matéria prima para entrar no ciclo produtivo de novo, tanto na forma de garrafa como de camisas, sapato de couro sintético e muitos outros produtos. Reciclagem vem do inglês recycle (re= repetir e cycle= ciclo).
O processo de logística reversa de pós consumo da garrafa PET possuí varios atores, depois que o consumidor compra e consome o produto, a garrafa terá dois destinos, um vai ser o descarte no meio ambiente, em lixos e em ruas e através da coleta de lixo urbano pode chegar a lixões, aterros sanitários... O outro destino é a entrega diretamente a instituições especializadas com interesse na reciclagem do produto, ou fornecer apoio ao processo, como: Empresas de triagem, cooperativas de catadores, sucateiros. As garrafas que percorreram o primeiro caminho, sendo descartadas em vias públicas, podem vir a ser coletadas pelos catadores nas ruas, em lixos e lixões, que as venderão para os sucateiros e para as empresas de triagem, que por sua vez as venderão para a industria de reciclagem que transformará as garrafas em "flake", material que serve como matéria-prima para recomeçar um novo ciclo de produção de garrafas PET.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Idealização em Logística: o Porto dos sonhos
No entanto, é a nível internacional que neste domínio foram tomadas medidas de âmbito universal pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização Marítima Internacional (IMO). A OIT visa melhorar as condições de trabalho, neste sentido, em 1976 lançou "o programa internacional para a melhoria das condições e do local de trabalho (PIACT), com o objetivo de "tornar o trabalho mais humanizado". O programa permitiu desenvolver ações normativas, organizar reuniões tripartidas, efetuar estudos e recolher e difundir informações. A este propósito, publicou a obra "Segurança e higiene no trabalho portuário". A IMO, tendo por incumbência garantir a segurança da navegação, adaptou também convenções e recomendações que reforçam esta segurança da navegação e, deste modo, melhoram igualmente a segurança nos portos.
equipamentos de proteção individual, exames médicos periódicos aos trabalhadores, constituição do comitê de higiene e segurança, criação de instalações sanitárias.
Referências:
http://joresimao.blogspot.com/search?updated-max=2011-11-12T18:34:00-08:00&max-results=1 Acessado em 16 de novembro às 9 horas.
http://joresimao.blogspot.com/2011/03/os-portos-do-brasil-em-2010.html Acessado em 16 de novembro às 11 horas.